Friday, February 14, 2014

Temos o voo do coração na ponta dos dedos

(...)temos o voo do coração na ponta dos dedos
Na garganta ficou-nos um travo acetinado de corpos
Um rasto prateado de correrias pela cidade(...)
Resta-nos adormecer onde eclode a borboleta
E balbuciar dentro do sonho as palavras que nunca
Ousaremos dizer(...)
Amolecidos corpos fissuram-se
Explodem
A cidade ecoa noite adiante esse grito
Daquela maneira com que as línguas se tangem ou o
Mar entra subitamente pela casa de alguém(...)
Mas é noite,
Dizíamos
É noite,
dentro do meu coração de papel,
Falemos baixinho
Para não nos acordarmos(...)

Al Berto
*No dia 19 de Maio de 2008 publiquei aqui este poema de Al Berto.
Por ser o favorito publico hoje também.Não resisti!!

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